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28/09/2018

CMN realiza formação com pescadoras e marisqueiras sobre cidadania, artesanato e culinária regional.



Direitos das mulheres, política, racismo, empreendedorismo e geração de renda são alguns dos temas que a Casa da Mulher do Nordeste, através do Programa Chapéu da Palha da Pesca Artesanal, da Secretaria da Mulher do Estado, tem pautado na formação para mulheres pescadoras e marisqueiras dos municípios de Olinda, Paulista e Itapissuma. A formação segue até o dia 16 de outubro.

“O curso de artesanato está maravilhoso, estamos aprendendo a fazer chapéu que vai gerar renda para a gente. Do pescado ganhamos muito pouco e aprender outras formas de ganhar dinheiro com o verão só ajuda a família”, contou Gisele Francisca, 34 anos, marisqueira e associada da Colônia de Pescadores da Ilha de Maruim de Olinda. Destacou também as aulas sobre violência contra a mulher e de direitos como importantes na sua formação. “ Já nas aulas teóricas, aprendemos que podemos denunciar qualquer violência contra a mulher sem se identificar, isso vai possibilitar que a gente denuncie sem medo de se expor. Outra informação que não sabia é como as mulheres ainda estão longe da política e também como os cargos de senadores e deputados são importantes para a gente. Por isso meu voto será mais consciente”, disse.

Em 2012, as pescadoras artesanais passaram a ser inseridas nesta ação de política pública e inclusão social, assegurado pela Lei Estadual n° 14.492/2011. Reivindicações de luta e da organização do movimento de pescadoras e pescadores no Estado.

Para Luciene Farias do Nascimento, 51 anos, marisqueira e da Colônia Z2 do Janga, o curso tem sido a oportunidade de entender sobre política e voto consciente. “Esse curso é importante por que explica os direitos das mulheres, e como a gente pode ser empreendedora e donas de nossa vida. Estamos mais empoderadas, vamos observar os candidatos que sejam de benefício para a gente. Entre as lutas, queremos a liberação da carteira definitiva da pesca e de capacitações para as(os) pescadoras(es). O Chapéu de Palha foi de muita luta, e está contribuindo para nosso crescimento”. Além disso, as aulas práticas tem contribuído para ajudar na renda da família. “Hoje já tenho encomendas com o que já estou aprendendo no curso de artesanato, e isso melhora minha renda”, completou.

Só nos municípios de atuação da CMN, são ao todo 210 mulheres participando das aulas teóricas e também de práticas em artesanato e culinária regional, e 70 crianças com aulas lúdicas e educativas. Todas as formações são para beneficiar as mulheres da Pesca, com informações sobre seus direitos e também com oportunidades que possam gerar renda.

“Estou adorando o curso de artesanato, aprendi a fazer cacto com feltro, coruja para enfeitar pano de prato, fuxico para aplicar nas almofadas. E vou começar a fazer para vender de porta em porta. Nas aulas teóricas aprendi sobre os direitos, principalmente sobre aposentadoria, antes não sabia fazer os cálculos, e agora já sei. Vimos também que as mulheres trabalham iguais aos homens, mas ganham menos por causa da cultura. Somos iguais e merecemos ganhar igual”, disparou Ana Paula da Silva, 47 anos, marisqueira e da Colônia Z2 de Pau Amarelo. Em 2017, o Governo de Pernambuco cadastrou mais de 6.591 trabalhadoras e trabalhadores no Chapéu de Palha da pesca artesanal. Na categoria, as mulheres ainda lutam por direitos iguais e por valorização de seu trabalho.

De Emanuela Castro, Assessoria de Comunicação da CMN

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