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18/04/2018

A situação política do País foi tema central no Cine-debate realizado pela Casa da Mulher do Nordeste em Afogados da Ingazeira

Evento contou com a presença de ativistas no tema

Agricultoras, moradoras (es) e estudantes da Rede Pública de Ensino de Afogados da Ingazeira lotaram o Cine-debate promovido pela Casa da Mulher do Nordeste na terça-feira (10), em Afogados da Ingazeira. Cerca de 95 pessoas assistiram o filme “As Sufragistas” e depois participaram do debate mediado pela CMN, a Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú e o Fórum de Mulheres do Pajeú. O evento foi aberto ao público.
Para a professora e educadora de apoio do EREM Ione de Góes Barros, Nadja Gonçalves Almeida, a luta das mulheres retratada no filme é necessária para o momento atual do país. “Eu e meus alunos gostamos muito do cine-debate. A questão do direito ao voto, não só nós mulheres perdemos esse ano, mas todos os brasileiros. As mulheres há muito tempo vem querendo ser representadas, mas infelizmente ainda são indicadas. Não há ainda uma bandeira de luta própria. A presidente que foi indicada, pelo maior líder dos trabalhadores do Brasil, foi retirada do poder de uma forma brutal, sem cometer crime algum. É um momento de retomada de luta, de iluminar cada canto desse país para que nós mulheres consigamos juntar as pessoas, para que nós mulheres possamos tomar a frente desta luta. Uma luta contra uma extrema direita, em que o seu maior discurso é entregar armas a cada uma pessoa do país. Então nesse momento as mulheres precisam impunhar a bandeira do amor ao próximo. Uma bandeira muito firme, e muito presente, e muito necessária nesse momento”.
Estudantes da Rede pública dividiram o espaço com jovens agricultoras que também se animaram com a proposta do filme. “O filme influencia diretamente na minha vida, por que foram muitas batalhas travadas, pessoas que perderam a vida para a gente ter a liberdade que a gente tem hoje. Viver o que vivemos hoje, que não é o ideal ainda. O que achei de mais interessante é que é um filme antigo e atual, a mulher que sofre violência no trabalho, que tem seus direitos negados só pelo simples fato de ser mulher. A gente não pode deixar a luta lá trás morrer, devemos continuar. Se necessário for, vamos agir da forma que elas agiram. Senão podemos lutar pacificamente, como é o voto, que foi um direito conquistado, e hoje podemos usar para fazer valer tantas lutas. Apesar do cenário, vale a pena e que a luta precisa continuar”, jovem agricultora Sebastiana Serafim, 26 anos, sítio Pajeú Mirim, Tabira.
Para a coordenadora Geral da CMN, Graciete Santos, coordenadora da Casa da Mulher do Nordeste o cine-debate cumpriu seu papel de refletir sobre a conjuntura do país. “O filme mostra o quanto foi difícil para as mulheres chegarem no poder e que hoje é isso mesmo, inclusive com a sub-representação. Esse momento é de ameaças ao direitos, e o filme provoca e estimula que devemos ir para luta. Não podemos perder esse sentimento de lutar, não pode se render. Falamos sobre Marielle e muitas mortes. É preciso fazer um olhar crítico sobre a política, e pensar o processo de democracia.”, completou.

Assessoria de Comunicação da Casa da Mulher do Nordeste

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