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20/03/2018

CMN promove intercâmbio entre Grupo Espaço Mulher e o CESAM



As mulheres que fazem parte do projeto de Agricultura Urbana conheceram a experiência exitosa do Centro de Saúde Alternativa da Muribeca

Na manhã desta segunda-feira (19), a Casa da Mulher do Nordeste promoveu um intercâmbio entre o Grupo Espaço Mulher de Passarinho e as mulheres que fazem parte do CESAM - Centro de Saúde Alternativa da Muribeca. O encontro aconteceu na sede do CESAM e contou com a participação de 18 mulheres da comunidade de Passarinho que fazem parte do projeto Agricultura Urbana: acesso à água e soberania alimentar.

Durante o intercâmbio, as mulheres conheceram a experiência exitosa do CESAM, que faz parte da Associação dos Manipuladores de Remédios Fitoterápicos Tradicionais Semi-artesanais do Estado de Pernambuco, e está localizado no município de Jaboatão dos Guararapes – PE. O Centro é formado por mulheres, donas de casa, que se dividem entre o cultivo das plantas medicinais, manipulação e comercialização dos remédios para fins terapêuticos. Dentre alguns produtos produzidos pelas mulheres estão garrafadas, lambedores, pomadas, sabonetes, tinturas, xampu/condicionador e multi-misturas.

O espaço tomado pelas cores da natureza é uma resistência em meio à cidade de concreto, que se ergue e ocupa a grande maioria dos centros urbanos no nosso país. Para Giselda Alves da Silva, dona de casa e uma das mulheres responsáveis pelo trabalho realizado dentro do CESAM, o verde é abundante, pois existe entre elas e as plantas um sentimento de amor e proteção. “As plantas transmitem uma energia muito positiva pra gente. Às vezes chegamos estressadas, tristes ou de mau humor, mas quando começamos a cuidar delas tudo passa. Quando demonstramos carinho, elas retornam esse cuidado com energia positiva. Nosso jardim está tão verde porque a gente gosta do que faz, nos sentimos bem aqui dentro. Nós somos as guardiãs dessas plantas”, explica.

Para Itanacy Oliveira, coordenadora do programa Mulher Trabalho e Vida Urbana da CMN, a experiência foi importante para as mulheres de Passarinho. “Conhecemos o trabalho incrível dessas mulheres com a medicina alternativa e estamos todas encantadas com tudo, inclusive com o convívio com a natureza. Foi uma troca importantíssima, pois além de aprender, nós podemos resgatar saberes dos nossos antepassados que ficaram esquecidos ao longo do tempo. Estamos no processo de fortalecer nossa luta e essa organização voltada para a saúde e para a força das mulheres unidas”, reforça.

Para dona Giselda, o intercâmbio foi importante para disseminar a troca de saberes entre as mulheres. “Juntar mulheres para ensinar o que a gente sabe é uma alegria. Transmitir nossos conhecimentos e nossa consciência para todos dentro de uma comunidade carente me dá muito orgulho e me deixa emocionada. Esse intercâmbio é importante, pois o que acontece aqui é realmente uma troca, elas aprendem com a gente e nós aprendemos com elas”, finaliza.

“Esse intercâmbio foi uma maravilha porque nós colhemos experiências com outras mulheres, experiências que deram certo. Eu achei muito interessante a mistura de ervas que elas fazem, de plantas medicinais juntos com as frutíferas e outras espécies. Aprendi um pouco mais a respeito de ervas que não eu não conhecia e fiquei encantada com a história delas e do lugar”, afirmou dona Vilma de Souza Arruda, 46 anos, moradora do bairro de Passarinho.

O projeto Mulheres na Agricultura Urbana: acesso à água e soberania alimentar tem apoio do Fundo Casa e ainda deve realizar em Passarinho oficinas teóricas e práticas, rodas de conversas, discussões, intercâmbios e acompanhamento de assessoria técnica para as mulheres e seus quintais produtivos.
 

Bruna Suianne, Núcleo de Comunicação da CMN

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