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31/01/2018

CMN promove oficinas formativas no Pajeú e no Recife



A Casa da Mulher do Nordeste (CMN) deu início às atividades de 2018 promovendo a formação de mulheres e jovens no Sertão do Pajeú e no Recife. As atividades fazem parte do Projeto Mulheres na Caatinga, que conta com apoio do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) e do Projeto Mulheres da Periferia de Recife no Combate ao Zika Vírus, com apoio do Fundo PositHIVo.

No sertão, cerca de trinta mulheres dos municípios de Ingazeira e São José do Egito participaram das oficinas neste mês. O principal objetivo das formações é contribuir com o enfrentamento à violência contra as mulheres em suas diferentes dimensões: moral, psicológica, física e patrimonial; além da abordagem sobre a divisão sexual do trabalho, através da campanha Pela Divisão Justa do Trabalho. Além de São José do Egito e Ingazeira, o projeto também promove assessoria técnica e atividades formativas para mulheres do município de Solidão.

Através dessa formação feminista e do fortalecimento da autonomia política e econômica, as mulheres se apropriam mais sobre seus direitos, ocupando mais espaços de poder em seus territórios e levando essas experiências para suas comunidades, onde se tornam multiplicadoras de conhecimentos.

“Realizamos um módulo sobre feminismo e direito das mulheres na comunidade de Fortuna e iniciamos perguntando o que elas entendiam por feminismo e onde ele está na vida delas. Mesmo a grande maioria delas não estando no ativismo, muitas trouxeram o conceito de liberdade para definir o tema. Trabalhamos também sobre a história do movimento, traçando uma linha da vida com os marcos históricos, as principais lutas e demandas , as mulheres importantes do feminismo e a nossa atual conjuntura”, salientou Graciete Santos, coordenadora geral da CMN. Ainda durante as atividades, as mulheres tiveram a oportunidade de debater sobre a sexualidade e seus corpos. Elas puderam identificar áreas onde sentem dor, incômodo e, sobretudo, prazer.


Já em Recife, as jovens e mulheres das comunidades de Passarinho e Totó participaram de oficinas formativas sobre violência contra mulher e direitos sexuais e reprodutivos. O Projeto busca promover ações de base comunitária com a formação de multiplicadoras mulheres e jovens estudantes junto às estratégias integradas de mobilização e prevenção com a comunidade e profissionais de Educação e de Saúde.

Além disso, o projeto pretende estimular a organização comunitária e a formação dessas jovens para que elas se tornem canais de comunicação para dialogar com as instituições locais, como postos de saúde e escolas, sobre a questão de direitos sexuais e reprodutivos.

O projeto atua ainda nas áreas de comunicação, defesa de direitos, desenvolvimento comunitário, educação e saúde; e tem duração prevista de oito meses. Além das formações nos módulos de violência contra a mulher, direitos sexuais e direitos reprodutivos, as participantes também desenvolvem conhecimentos nas áreas de gênero, raça, HIV/AIDs e hepatites virais, Zika vírus e arboviroses e políticas públicas de Saúde da Mulher. Os bairros de Totó e Passarinho foram escolhidos por apresentar altos coeficientes de infestação do Aedes aegypti na Região Metropolitana do Recife.
 

Bruna Suianne, Núcleo de Comunicação da CMN

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