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30/10/2017

CMN desenvolve projeto sobre o combate ao Zika Vírus em periferias do Recife



A Casa da Mulher do Nordeste foi uma das organizações contempladas no edital público "Saúde Sexual e Reprodutiva no Contexto do Zika Vírus", do Fundo PositHiVo. A CMN vai executar o projeto "Mulheres da Periferia de Recife no Combate ao Zika Vírus", que tem como objetivo promover ações de base comunitária com a formação de multiplicadoras mulheres e jovens estudantes junto às estratégias integradas de mobilização e prevenção com a comunidade e profissionais de Educação e de Saúde. A proposta pretende estimular o protagonismo das mulheres para a incidência política na garantia de direitos básicos.

O projeto vai atuar nas áreas de comunicação, defesa de direitos, desenvolvimento comunitário, educação e saúde; e tem duração prevista de oito meses. Dentre as ações que serão realizadas estão: formações nos módulos de gênero, raça, violência contra a mulher, direitos sexuais, direitos reprodutivos, HIV/AIDs e hepatites virais, Zika vírus e arboviroses e políticas públicas de Saúde da Mulher. Também serão realizadas uma roda de diálogo com gestoras e profissionais de saúde sobre o impacto do Zika vírus na vida das mulheres; uma audiência pública sobre Saúde da Mulher Negra e os impactos do Zika Vírus; um diagnóstico local sobre as políticas, os serviços e orçamento público destinados ao enfrentamento das Arboviroses; e uma atividade cultural, divulgando a realização da Caravana Cultural Mais Fortes que a Zika.

Para Itanacy Oliveira, coordenadora do programa Mulher, Trabalho e Vida Urbana da CMN, o projeto é importante para mostrar às mulheres como as informações acerca dessa temática são fundamentais. "Ampliar o conhecimento das mulheres sobre a epidemia da Zika, destacando que são elas as mais afetadas por viverem nos locais mais pobres da cidade e sem saneamento básico, sem serviços sociais e sem serviços de saúde de qualidade, permite enfrentar melhor esse problema. Trata-se de uma epidemia que afeta a população mais pobre, mais vulnerável de nosso país. Então há uma marca de classe, de gênero e de raça nos sujeitos que tem mais chance de ser expostos e sofrer com suas consequências", enfatiza.

As localidades escolhidas para a elaboração do projeto foram os bairros de Totó, na Zona Oeste de Recife e o bairro de Passarinho, na Zona Norte. Passarinho ocupa o oitavo lugar no ranking de infecções por arboviroses, segundo o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). No bairro do Totó, segundo os índices coletados na Semana de Epidemeológia ,em julho de 2017, se apresenta como um dos bairros com maior coeficiente de infestação na Região Metropolitana do Recife.

A proliferação dos mosquitos está interligada, principalmente, as condições socioeconômicas, de moradia e acesso as políticas públicas da periferia. A parcela da população mais afetada com a síndrome congênita do Zika, por exemplo, foram em sua maioria jovens, negras e das periferias.

 

Bruna Suianne, Núcleo de Comunicação da CMN

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