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16/10/2017

Semana da Alimentação promove reflexão sobre Educação Alimentar e Nutricional e o papel das mulheres



Fator fundamental para garantir bem-estar e energia para nosso corpo, uma boa alimentação é importante em qualquer etapa da vida. Desde crianças somos estimulados a nos alimentar para manter a saúde em dia e a dar valor ao que temos no nosso prato, tendo em mente o conceito de que somos reflexo daquilo que ingerimos. Na grande maioria dos lares brasileiros, são as mulheres as grandes responsáveis por decidir o que é ou não um alimento adequado para sua família, sendo elas as protagonistas quando o assunto é o cuidado com a alimentação.

Cerca de 37% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres e dentre as famílias que tem renda de até ½ salário mínimo, esse percentual é de 40,8%. Esses números revelam a importância da mulher no contexto da educação alimentar e nutricional. “É reconhecido que o hábito alimentar das pessoas esta influído pelo habito alimentar da família. Quem produz as comidas normalmente são mulheres, papel que vem desempenhando desde sempre em decorrência de uma situação histórica e cultural da divisão sexual do trabalho”, afirma Diana Mores, coordenadora do Centro Nordestino de Medicina Popular. Ainda segundo ela, a sociedade não deve se esquecer do papel que tradicionalmente a mulher tem tido no cultivo de alimentos e criação de pequenos animais que “além de contribuir na renda familiar influem nos hábitos alimentares da família”.

A capacidade de acesso aos alimentos por porte das pessoas em todo o mundo abre os debates sobre a questão da segurança alimentar e nutricional. Esse conceito como ação ou estratégia, consiste na realização do direito de todos os povos a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e sem comprometer o acesso a outras necessidades. Nesse contexto, outro tema bastante importante é a Educação Alimentar e Nutricional (EAN). A área pode ser definida como qualquer estratégia de educação utilizada para que as pessoas adotem de forma voluntaria, opções por determinados alimentos e comportamentos alimentares que levem ao bem estar e a manutenção e promoção da saúde das pessoas.

Outro paralelo importante de ser construído é o da educação ambiental e a agroecologia. Os princípios da Agroecologia são o manejo ecológico das riquezas naturais (sustentabilidade ecológica); a construção de relações justas e solidárias, com respeito às diversidades culturais (justiça social); a distribuição equilibrada das riquezas; e o consumo consciente e a comercialização justa, possibilitando uma vida digna na cidade e no campo (viabilidade econômica). “Isso significa que a agroecologia vai muito mais além da posse da terra e produção de alimentos ecologicamente sustentáveis. A educação ambiental é um processo educativo que busca que as pessoas do planeta tenham um saber ambiental que significa o uso de valores éticos e regras políticas de convívio social e de mercado, que colabore para uma distribuição justa dos benefícios e prejuízos da apropriação e uso da natureza”, ressalta Diana.

É importante lembrar que dia 16 de outubro, celebramos em todo o mundo o Dia da Alimentação. Criada em 1981, a data pauta debates sobre a erradicação da fome, da pobreza e da desnutrição. Este ano, o tema proposto pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) é: Mude o futuro da migração: investir na segurança alimentar e no desenvolvimento rural.

A escolha desta temática pela FAO tem o intuito de combater a fome e alcançar a segurança alimentar, a nutrição, a redução da pobreza rural e promover o uso sustentável dos recursos naturais, ligados intimamente aos impactos dos imigrantes e refugiados. Segundo estimativas da FAO, três quartos das pessoas em situação de extrema pobreza baseiam sua subsistência na agricultura e outras atividades rurais.

Para que esta educação seja bem sucedida e leve a mudanças ou adoção de hábitos alimentares saudáveis, deve abranger diversas temáticas como, por exemplo, o que é segurança alimentar e nutricional, noções básicas de nutrição, o caminho percorrido pelo alimento desde sua produção, processamento, distribuição e publicidade , abastecimento e consumo pelas famílias ou indivíduos .

O Brasil nas ultimas décadas avançou bastante na formulação do Marco de Referencia da EAN para as políticas públicas. Porém, na prática, existe um distanciamento entre o nível federal e suas implementações ao nível estadual e municipal. A EAN está inserida em diversas área como saúde, assistência social, segurança alimentar e nutricional, educação, agricultura, desenvolvimento agrário, abastecimento, meio ambiente, esporte e lazer, trabalho e cultura. Para Diana Mores, a EAN, desenvolvida no escopo das ações públicas, requer articulação intra e intersetorial e a parceria com diferentes segmentos da sociedade. “É necessária uma mobilização geral entre Instituições Educacionais (Universidades, Instituições de Educação Profissional e Tecnológica), Organizações Não Governamentais, Organismos Internacionais, Equipamentos Públicos de Alimentação e Nutrição, Entidades Filantrópicas, Conselhos de políticas públicas e outras instâncias de participação e controle social e da Sociedade Civil como um todo”, finaliza.


 

Bruna Suianne, Núcleo de Comunicação da CMN

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