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01/08/2017

Intercâmbio Interestadual na Paraíba promove troca de experiências entre Sementes da Paixão e Sementes da Partilha



Partilhar conhecimentos e sementes. Esse foi o objetivo principal do Intercâmbio Interestadual do programa Sementes do Semiárido, que aconteceu no dia 25 de julho, na comunidade de Santa Cruz, município de São Vicente, na Paraíba. Representantes de 11 municípios do Sertão do Pajeú participaram do encontro, sendo a grande maioria formada por mulheres e jovens que fazem parte das gestões de bancos das suas comunidades.

Do estado de Pernambuco, estiveram presentes a assessoria técnica Casa da Mulher do Nordeste; representantes da Rede SEMEAM (Rede de Sementes do Agreste Meridional); guardiãs e guardiões das Sementes da Partilha dos territórios do Agreste, assessoradas pelo Centro Sabiá; e Sertão do Pajeú, assessoradas pela CMN e envolvidas no Projeto Sementes do Semiárido; além de associações agroecológicas. Da Paraíba, participaram representantes do Programa de Aplicação de Tecnologias Apropriadas (PATAC); do Centro de Estudos do Trabalho e Assessoria ao Trabalhador (CETRA); do coletivo regional do PATAC e da Rede de Sementes da Paraíba.

Com a finalidade de conhecer a dinâmica de funcionamento do Banco de Sementes da localidade, que já existe desde 1983 e tem sua gestão atual feita por mulheres e jovens, o intercâmbio mostrou a experiência exitosa que vem passando de geração para geração, já que o banco da comunidade foi o primeiro fundado no Sertão do Cariri Paraibano. O encontro serviu ainda para mostrar como acontecem as ações promovidas pela Rede de Sementes da Paixão da Paraíba, com a realização de pesquisa participativa, ensaios comparativos de variedades existentes e a Festa Estadual das Sementes da Paixão.

A agricultora e técnica em Agroecologia Ana Maria Simões da Costa, 27 anos, da comunidade de Barreiros, no município de Solidão, reforçou o quanto ficou maravilhada com o intercâmbio na Paraíba. “O encontro foi surpreendente pela quantidade e variedade de sementes que foram levadas aqui do estado para lá. Outra coisa que me marcou foi a forma diferente de armazenamento que eles utilizam e o fato de tratar essas sementes como a coisa mais importante que eles tem na vida”, reforçou. Ela também falou da importância da conservação das sementes crioulas por todos que vivem da agricultura. “A gente que planta, que vive do campo, é quem mais sofre com os transgênicos. Estamos trabalhando de forma organizada nos bancos justamente para garantir uma boa semente, um alimento de qualidade e também uma safra saudável, sem precisar da ajuda do governo para isso”, pontua.  

Bruna Suianne, Núcleo de Comunicação da Casa da Mulher do Nordeste

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